quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Reunião do espetáculo

Olá pais, mães e alunos!
Postei aqui no blog do ballet os slides de nossa reunião de espetáculo, que aconteceu ontem, 21/09/11, às 18h, conforme foi comunicado com antecedência por e-mail a todos.
Fiz a postagem porque mandar em Power Point ou em Jpeg por e-mail ficaria pesadíssimo (mesmo compactado...), então, usamos a santa tecnologia da informação disponível em nossa época para mandar apenas o link por e-mail e vocês verem tudo no blog.
Além de todas as resoluções que estão nos slides (e que foram acatadas por 100% dos presentes), ficou decidido em reunião que neste ano: a) as poltronas serão numeradas; b) na data de pegar os convites (que será enviada por e-mail com antecedência e divulgada nos murais da escola) cada responsável poderá pegar apenas os convites do seu próprio filho por ordem de chegada; c) para pegar convites para outras pessoas, deverá ir ao final da fila para cada uma delas, respeitando a ordem de chegada dos demais.
Desta forma evitamos desentendimentos e incômodos.
Também foi acertado que os valores dos figurinos das coreografias do Jazz e Sapateado, como não tinham o orçamento retornado até ontem, serão enviados por e-mail aos responsáveis.
Lembramos da importância da assinatura da autorização da participação (pois todos os anos as enviamos ao Juizado de Menores para protocolar) e do termo de responsabilidade de pagamentos relativos à taxa de espetáculo e figurinos. Estes documentos devem ser assinados na secretaria da escola. Por favor, não esqueçam!
Agora seguem os slides mostrados na reunião...  atentem às datas e horários, ok?
Coloquei informações sobre nosso método de ensino para aqueles que são novos na escola e um pouquinho do histórico do Michael Jackson para os alunos do sapateado e do jazz...
Boa leitura (aproveitem também as imagens...)!
Obrigada!!!
Profª Danielle




quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Espetáculo à vista!!!!!

Êba! Adoro esta época do ano! É quando começamos todos em nossa escola a sonhar com o palco e a trabalhar (e muuuuuito) para que o espetáculo saia o mais lindo possível. Professores, diretora, estagiários, secretaria, costureiras, iluminadores, cenotécnicos, alunos e mais alunos, todos trabalhando juntos para o grande dia! Neste ano teremos dois espetáculos, um de jazz e sapateado sobre a obra de Michael Jackson, "The King of Pop" e o outro de dança infantil e dança clássica sobre um conto de fadas, "The Rainbow Fairytale". Será dia 10 de dezembro no CEMFORPE. Vejam os figurinos (croquis) que desenhei para o espetáculo de clássico...
Beijos!
Profª Danielle

Nossas fadas do grade 8 e Intermediate Foundation: Brenda, Thaís Cristina, Natália, Beatriz, Ana Paula, Dominique, Nayran Raíssa, Vanessa e Rafaella 


Bruxas dos grades 2 e 3: Victória, Luiza Carolina, Olívia Maria e Beatriz. O Wesley será um bruxo também... mas o figurino dele está sendo pensado ainda...

Nossas borboletas do Grade 1: Julia, Sara, Danielle, Eduarda, Luana, Maria Isabel e Carolina


Nossos raios de Sol do Grade 3: Victória, Olívia Grego, Luísa Helena, Nadine, Mayra, Izabelli, Nathalia, Ana Beatriz, Isadora e Fernanda.

As joaninhas do Pre-school 1 e 2: Mika, Beatriz, Isabele Miho, Valentina e Zaíra


As abelhinhas do jardim do Pre-primary:  Pietra, Letícia Akane, Clara, Sabrina, Bruna, Luiza, Nicole, Sofia

As flores do Primary: Sofia Bomfim, Sofia Assadi, Manuela, Aurora, Maria Eduarda, Ana Beatriz, Maria Fernanda, Ana Muanis

A chuva do Grade 4: Alexandra, Vitória, Ana Paula Barja, Giovanna e Gabriele


As nuvens do Grade 8 e Inter Foundation: Brenda, Natália, Beatriz e Thaís Cristina

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Educação na dança x saúde do bailarino


Olá queridos alunos e leitores do blog!

Neste mês de julho apresentei um trabalho que compõe a minha nota num dos módulos do Certificate in Ballet Teaching Studies, especialização da Royal Academy of Dance/Faculty of Education/University of Surrey a qual estou cursando. Achei que o texto ficou adequado para a leitura de vocês poi não é tão pesado como os papers de Engenharia Biomédica que eu escrevia (rsrsrs...) e tem boas informações para quem quer dançar sem se machucar e futuramente ensinar outras pessoas a dançar sem machucá-las...
Dêem uma lida e me falem depois o que acharam...
Aguardo seus comentários...
Beijos, Profª Dani



Royal Academy of Dance - University of Surrey

CBTS - Module 103 The healthy dancer

Danielle Bittencourt


Quando o ser humano adotou a postura bípede ereta, inevitavelmente foi desafiado a manter o equilíbrio corporal sobre a pequena base de suporte delimitada pelos pés e constantemente desafiada pela força da gravidade.
De acordo com Duarte (2000), a principal tarefa do sistema neuromuscular no controle da postura é a manutenção da projeção horizontal do centro de gravidade do indivíduo dentro da base de suporte determinada pela área de apoio dos pés durante a postura ereta.

Quando apoiado igualmente sobre os dois pés toda a carga do corpo recai sobre os mesmos, sendo que nesta situação as regiões nas quais o peso corporal é distribuído são a do retropé e antepé que de acordo com Brino (2003) correspondem a aplicação de 57% e 43% do peso corpóreo respectivamente.
Porém, ao rotacionar externamente os fêmures na bacia como pede a postura do ballet clássico, todo o equilíbrio muda na projeção do centro de massa na base de apoio dos pés (RAD, 2009).

A bacia deve ser estabilizada em posição neutra sem forçar anteversão nem retroversão, facilitando a rotação externa dos fêmures nos acetábulos. Tal estabilização deverá ser realizada pela ação de músculos posturais como os profundos do abdomem (oblíquo externo, oblíquo interno, transverso do abdomem, reto abdominal e piramidal), pelvitrocanterianos (piriforme, obturador interno, obturador externo, gêmeo superior, gêmeo inferior e quadrado da coxa), assoalho pélvico e eretores da espinha, todos em ação de sustentação do peso da parte superior do corpo; na coxa e perna, fêmures, patela, tíbias e fíbulas corretamente alinhadas (sem torções no joelho geradas por turn out demasiado da perna em detrimento à coxa) e nos pés arcos longitudinal e transversal devem ser controlados ativamente por meio da contração da musculatura intrínseca dos pés. (CALAIS-GERMAIN, 1992).

Existem restrições de turn out relacionadas ao treinamento de suporte e em dança e relacionadas à natureza do corpo do bailarino. Quanto às primeiras podemos dizer sobre o trabalho dos músculos rotatores laterais profundos, que dão sustentação à pelve em relação aos trocânteres e realizam a rotação externa dos fêmures nos acetábulos da pelve, sendo auxiliados pelos músculos glúteo médio (quando há abdução combinada à rotação externa), glúteo máximo e sartório (quando com flexão do quadril e joelho combinadas à rotação externa) (PALMER, 2000).

Apesar de todas as ações musculares acima descritas, a amplitude da rotação externa do fêmur que determina o turn out do ballet clássico não depende unicamente da consciência e fortalecimento destes músculos. Características antropomórficas (a tal da “natureza” do corpo do bailarino) como o ângulo de inserção da cabeça do fêmur no acetábulo e a rigidez ou frouxidão do ligamento pubofemoral e cápsula articular que envolve a articulação ilíaco-femoral determinam quão ampla será a rotação externa (e interna) do bailarino (CALAIS-GERMAIN, 1992).

Infelizmente na dança, muitas das lesões ocorrem por erros na técnica de ensino/ treinamento. O erro mais freqüente é o turn out forçado do pé:

“[...] às custas dos joelhos, quadris e costas, provoca um padrão previsível de lesões, inclusive tendinite do flexor do quadril, irritação das facetas articulares, fraturas de estresse das porções interarticulares, inflamação crônica do ligamento colateral medial e síndrome de estresse tibial medial.” (SCHAFLE, 1996 apud GUIMARÃES e SIMAS, 2001 p.91)


Outro erro comum observado nos estúdios de dança é o uso dos dedos em garra para forçar um equilíbrio em rotação externa a partir dos pés para uma perna ineficiente na rotação externa. Além dos inevitáveis desequilíbrios, as lesões causam:

“[...] rotação para dentro ou pronação, acarretando rotação interna e eversão do primeiro raio, preparando o cenário biomecânico para a formação do joanete. A apreensão com os pés, a pronação e a rotação externa insuficiente ao nível dos quadris combinam-se para impor um entorse externo sobre a tíbia. Isso pode causar dor no compartimento medial do joelho, por estiramento do ligamento colateral medial e resultar em problemas de disfunção patelofemoral, tendinite patelar e condromalacia da patela.” (SOLOMON, 1991 apud GUIMARÃES e SIMAS, 2001 p.94)



Seria adequada a conscientização sobre a articulação ilíaco-femoral desde a infância, sua consciência corporal, visando não lesionar-se futuramente, buscando uma performance adequada sobre seus pés e sobre o trabalho consciente envolvendo o posicionamento e fortalecimento dos mesmos.

Ao dançar realizamos inúmeros movimentos com os pés. Porém , no ballet clássico, o movimento mais comum é o subir e descer das pontas. Como os movimentos são muitos e variados, comentarei aqui a respeito do subir em pontas.
O subir na ponta vem da combinação da contração dos músculos da panturilha (gastrocnêmios e sóleo), da estabilização para não tombar externamente vinda da contração dos músculos fibulares longo e curto (que são músculos que ficam no compartimento lateral responsáveis pela realização da eversão do tornozelo) e da ação combinada dos músculos flexor longo do hálux, o flexor longo dos dedos e o tibial posterior que contribuem para a flexão plantar do tornozelo porém com ação principal de flexão do hálux e dos e dos quatro dedos laterais, respectivamente (CALAIS-GERMAIN, 1992).


Já os músculos intrínsecos do pé existem em 4 camadas que agem na flexão plantar e na manutenção dos arcos: a 1ª delas na região plantar inclui o abdutor do hálux, o flexor curto dos dedos e o abdutor do dedo mínimo que, além de contribuírem para o movimento dos dedos, atuam como sinergistas na estabilidade dos arcos nos pés. A segunda camada inclui o flexor acessório e os lumbricais. A terceira camada é constituída pelo flexor do dedo mínimo. A quarta camada inclui os músculos interósseos dorsal e plantar (HAMILL e KNUTZEN, 1999).

É recomendável que as alunas não realizem grandes esforços em ponta enquanto têm de 8 a 12 anos, dedicando seu tempo a aprender os posicionamentos corretos e a consciência da postura do corpo e da movimentação do pé e ganhar força de modo a não prejudicarem suas cartilagens e ossos em crescimento. (GUIMARÃES e SIMAS, 2001 apud SIMÕES e ANJOS, 2010 p. 121).

O trabalho de pontas deve ser feito em aulas especiais e específicas a este fim pois demanda tempo, paciência e consciência.
Tornar o bailarino consciente de seu aparelho locomotor desde a mais tenra idade é precioso método para o aprimoramento técnico e conseqüentemente artístico e, mais importante, evita lesões que venham a abreviar sua carreira.

Saber como utilizar seu corpo, instrumento de sua arte é fundamental para sua carreira. A formação adequada do professor de dança é determinante no sucesso (e saúde) dos estudantes de dança e vai muito além da formação técnica de bailarino e da experiência de palco. Os cursos de Licenciatura e Bacharelado em Dança deveriam ser apenas a base para carreira longa e delicada do professor de dança. Mas esta ainda é uma realidade longe de ser atingida em nosso país. Infelizmente.




Os bailarinos devem ser ensinados conhecer sua morfologia e a sentir seus corpos. Compreender que o alinhamento postural é fundamental à biomecânica que seu corpo apresentará na prática, que as leis da física atuam sobre seu corpo, que seus ossos se encaixam de determinada forma e são movidos por músculos de determinada maneira e que tudo está sob seu fino controle via sistema nervoso sendo muito delicado e demandando anos de prática para o domínio dos movimentos que devem ser feitos sob segurança e de acordo com a fase de vida que está passando, suas características antropomórficas, seus objetivos ante a realidade.
 “Todas as tarefas motoras humanas envolvidas no conhecimento espacial têm sua base no controle da postura corporal contra a gravidade: ao manter-se em pé, andar, abaixar-se, alcançar objetos, o homem desenvolve, aprende e aprimora uma infinita gama de combinações de movimentos os quais necessitam de controle e modulação do sistema nervoso sobre todo o aparelho motor.” (BITTENCOURT, 2009, p.18)


O aluno deve ter consciência da sustentação da coluna pela musculatura postural, alongando-a na postura correta e que a liberação do peso da pelve torna mais fácil o turn out pois libera articulação ilíaco-femoral descoaptando-a e permitindo desta forma maior movimentação, dentro claro dos limites individuais pré-estabelecidos. Como diz Ivaldo Bertazzo:
“[...] a ausência de mecanismos adequados de extensão (e rotação externa) da articulação coxofemoral pode levar a uma atitude de flexão e rotação interna, que dá a impressão de estarmos sentados, mesmo estando em pé” (BERTAZZO, 2010 p.203)


Seria adequada a conscientização da articulação ilíaco-femoral desde a infância, com atividades de turn in e turn out do fêmur, inclinações pélvicas laterais, anterversões e retroversões da pelve, visualização do esqueleto humano, atividades de desenho dos conjuntos articulares, para que a criança crie consciência corporal e possa desenvolver de modo adequado seu turn out sem lesionar-se futuramente, buscando uma performance adequada e equilibrada.
O trabalho articulado dos pés são conseqüência de um alinhamento correto pelve-fêmur-perna-pé. Os pés de bailarino são bem trabalhados quando o aluno ainda criança compreende a distribuição do peso nas regiões dos pés, nas diferentes situações (pied à plat, pied sur la demi pointe, pied sur la pointe) inicialmente na barra e depois no centro da sala.

O professor de dança deve compreender que não são todos os físicos que atingirão um turn out completo, uma 5th position perfeita ou a amplitude máxima do developpé a la seconde... E que existem corpos diferentes uns dos outros e que todos podem dançar mas cada um a sua maneira, sempre, logicamente, com a melhor orientação e técnica possível, mas dentro dos limites da saúde do indivíduo.


REFERÊNCIAS



BERTAZZO, Ivaldo. Corpo vivo: reeducação do movimento. São Paulo: Edições Sesc, 2010


BITTENCOURT, Danielle. Quantificação de variáveis eletromiográficas na extensão do tronco e quadril em diferentes condições visuais. Dissertação de Mestrado em Engenharia Biomédica - Área de concentração: Processamento de sinais e imagens médicas. Mogi das Cruzes, SP: Universidade de Mogi das Cruzes, 2009

BRINO, C.S. Influência de diferentes calçados sobre os percentuais da força peso aplicados na base de sustentação e a postura corporal em pé. Porto Alegre: UFRGS, 2003. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2003.

CALAIS-GERMAIN, Blandine. Anatomia para o movimento. Vol I. São Paulo: Manole, 1992

DUARTE, M. Análise Estabilográfica da Postura Ereta Humana Quasi-Estática. São Paulo: USP, 2000. Dissertação (Docência na área de Biomecânica), Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, 2000.

GUIMARÃES, Adriana Coutinho de Azevedo; SIMAS, Joseani Paulini Neves. Lesões no ballet clássico. Revista da Educação Física. UEM Maringá, v. 12, n. 2, p. 89-96, 2º semestre, 2001

HAMILL, J.; KNUTZEN, K. M. Bases biomecânicas do movimento humano. 1ª edição. São Paulo: Manole, 1999.

PALMER, L.M.; EPLER, M.E.. Fundamentos das Técnicas de Avaliação Musculoesquelética. 2ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2000.


ROYAL ACADEMY OF DANCE. Certificate in Ballet Teaching Studies. Module 103. O Bailarino Saudável – Module Study Guide. United Kingdom: Royal Academy of Dance/ Dance Books, 2009

SCHAFLE, M. D. Segredos em medicina desportiva: respostas necessárias ao dia-a-dia em centros de treinamento, na clínica em exames orais e escritos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996

SIMÕES, Renata Duarte; ANJOS, Aweliton Fernando Peres dos. O ballet clássico e as implicações anatômicas e Biomecânicas de sua prática para os pés e tornozelos. Revista da Faculdade de Educação Física da UNICAMP, Campinas, v. 8, n. 2, p. 117-132, maio/ago. 2010

SOLOMON, R. Foot morphology and injury patterns in ballet and modern dancers: some thoughts on doing research. Kinesioly and medicine for dance, USA, v. 14, n. 1, p. 12-24, 1991.

sábado, 16 de julho de 2011

Nossos bailarinos em campanha do Studio Leonel Santos, a maior empresa especializada em fotos de dança no Brasil.

Que lindos!!!

Brilharam o Prof. Cleiton Costa dançando "Ojos Así" e Naiara Silveira dançando "Luiza", ambos em nosso espetáculo de 2010.

Nossa escola foi convidada para participar da campanha publicitária em material gráfico e as fotos de nossos queridos bailarinos serão divulgadas em território nacional pelo Studio Leonel Santos (Paraná), a maior empresa especializada em fotos de dança no Brasil.

Parabéns!

Beijos,

Profª Danielle

Naiara Silveira dançando "Luiza" em 15/12/2010 no Cemforpe de Mogi das Cruzes. Coreografia de Danielle Bittencourt (1993)

Cleiton Costa dançando "Ojos Así" em 15/12/2010. Coreografia de Cleiton Costa (2010)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Fomos ao Canteiro de obras comentado com a São Paulo Companhia de Dança

   No dia 02 de julho, sábado passado, participamos de um evento muito interessante da São Paulo Companhia de Dança (do Governo do Estado de São Paulo, portanto, nossa!), dentro do festival de Dança Alto Tietê.

   Apesar de não levar os alunos para competições de dança (porque, ao meu ver, arte é algo interpretativo e subjetivo, com julgamentos estéticos de valor que transcendem a técnica, diferente do esporte onde o desempenho é medido e a pontuação comparada entre os competidores... complicado...e aliás a gente deve buscar sempre se auto-superar e não superar os outros... enfim, penso assim...), sempre que há oportunidade de aprender, crescer, ver o trablaho de pessoas que são exemplos de sucesso, claro que os inscrevi, com o maior prazer!!! Daí cursos, workshops, palestras, exames... são todos bem-vindos nesta linha de pensamento.
  
   E lá fomos nós ao CEMFORPE assistir ao documentário "Canteiro de Obras São Paulo Companhia de Dança (SPCD) - 2010"...
  
   No documentário eram mostrados os processos de montagem e ensaio das obras que formaram o repertório da SPCD em 2010, a visão dos bailarinos, diretores, ensaiadores, coreógrafos...
  
   Os nossos alunos puderam perceber quão árduo é o trabalho do bailarino, conhecer a cia, como são feitas as audições e o dia-a-dia de um artista "CLT", profissão não muito conhecida no nosso país, mas com artistas bri-lhan-tes!!!
  
   E o mais legal é que, além de empolgá-los (aos alunos) a fazer mais e mais em sala de aula para alcançar bons objetivos no palco, mostrou que a vida do bailarino, do coreógrafo, do ensaiador, do cenógrafo, do figurinista, do iluminador, etc., etc., enfim, de toda a equipe que exige uma montagem de espetáculo de dança, é como a de qualquer trabalhador, mas que nesta carreira, muito além da técnica do ofício, todos estes artistas têm a possibilidade de se colocar e expressar no resultado final do trabalho (diga-se de passagem um árduo trabalho de equipe!): a coreografia apresentada ao público no teatro.
  
   Também puderam refletir sobre os processos de criação de obras e remontagens de ballets, sobre a versatilidade que o mercado hoje exige do bailarino, mostrando-se capaz de interpretar obras clássicas, modernas e contemporâneas num mesmo corpo, e muitas vezes numa mesma temporada.
  
   Outro aspecto importante desta companhia em especial é o fato de não possuir elenco fixo (como em várias outras onde o 1º bailarino ocupa sempre este posto). São em torno de 40 bailarinos e a cada nova produção, eles passam por uma audição interna para que o corógrafo ou o ensaiador escolha quem faz qual papel naquele trabalho, obrigando-os a sempre se desafiarem a serem melhores e melhores e melhores... (é a tal da auto-superação....)
  
   Enfim...Foi uma experiência tão legal para nossos alunos que já estou planejando com a produtora de formação cultural e memória da SPCD os próximos eventos do tipo! E com o Teatro Municipal de São Paulo recém restaurado será de babar!!!Aguardem...
  
   Abaixo imagens da SPCD em fotos de João Caldas...
 
    Beijos,
  
   Profª Danielle
                                                                   Theme and Variations


Os Duplos


Prélude à l'aprés midi d'un faune



Sechs Tänze