terça-feira, 21 de junho de 2011

Agora é a vez do Inter Foundation e do Grade 8 aparecerem no blog do ballet!!!

Nossas mocinhas do Intermediate Foundation (de pink) e do grade 8 (de verde) fazem bonito na ponta, na barra e no centro!
Acompanhem alguns dos exercícios da aula do dia 20 de junho...
Beijos,
Profª Danielle





segunda-feira, 20 de junho de 2011

The basic positions...

A turmas do Primary in Dance do período da manhã aprendeu e a do Grade 1 do período da tarde revisou todas as posições básicas dos pés e dos braços que dão suporte à técnica clássica.
Olhem as fotos, que graça!

                                                                 Duda em Demi Bras

A tchurma do Grade I e os divertidos cards

1st, 2nd, 3rd, 4th and 5th position (feet)!

Ana: 1st position of the arms

Aurora: 2nd position of the arms

Luana, Sarinha, Julia: bras bas, 1st and 5th position

Maria Fernanda: 3rd position (feet)

Mamá em classical pose!

Lindas e aprendendo muitas coisas novas...

Beijos a todas...

Profª Danielle

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Oração de Santo Agostinho (334-430 d.C.)


Louvada seja a Dança,
Porque ela liberta o homem do peso das coisas materiais,
E une os solitários para formar sociedade.
Louvada seja a Dança
Que tudo exige e fortalece:
Saúde, mente serena e uma alma encantada.
A Dança significa transformar o espaço, o tempo e a pessoa,
Que sempre corre perigo de se desfazer e ser ou somente cérebro ou só vontade ou só sentimento.
A Dança porém exige o ser humano inteiro, ancorado em seu centro
E que não conheceu a obsessão da vontade de dominar gente ou coisas
E que não sente o demônio de estar perdido no seu próprio ser.
A Dança exige homem livre e aberto,
Vibrando na harmonia de todas as forças.
Ó homem, ó mulher: aprenda a dançar!
Senão os anjos do céu não saberão o que fazer contigo.

                                                                                                  Santo Agostinho (334-430 dC)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Reflexões sobre a minha vida com a dança...


A arte tem um poder incrível na vida de quem a escolhe como meio de expressão. E a dança é uma manifestação artística apaixonante!!!
Iniciei meus estudos em dança no ano de 1980 e não parei mais... (culpa do Roberto Leal e da Gretchen, rs...)
Me apaixonei pelo ballet em 1982. Foi uma "amor à segunda vista" e que perdura até hoje!
Estudei ballet de 1980 a 1993 em Mogi (e jazz, sapateado, dança moderna... e o que mais surgisse à minha frente como orportunidade de aprendizado!). Grande Profª Neusa Tanaka, minha mestra! 
Entre 1989 e 1993 estudei paralelamente em São Paulo para me aperfeiçoar. Todas as minhas férias de verão e inverno passei fazendo cursos intensivos. Apesar de crescer muito profissionalmente, não recomendo pois perdi muito de minha vida pessoal. Férias com minha família viravam 4 cursos, presentes de natal que viravam  8 fantasias de ballet, minha formatura de 3º colegial virou minha formatura de ballet e por aí vai... não sei se vale a pena para todos...
Tive professores do mundo todo aos quais sou extremamente grata por tudo que aprendi. Exemplos de vida. E figuras também...Coisas incríveis sobre o que fazer. Também claro, sobre o que não fazer (como se diz, "abafa o caso", rs)
Sou Bacharel e Licenciada Plena em Dança pela Faculdade Paulista de Artes. Modéstia à parte, sou profissional raríssima no Brasil. Infelizmente não temos professores de dança com formação superior. O número é irrisório (para o perigo dos alunos que caem em mãos erradas...). Temos cursos superiores de dança na UFBA, UNICAMP, Paulista de Artes, Anhembi-Morumbi e UFRGS. E só.
Sempre soube que queria dar aula, apesar de amar o palco. Minha mãe conta que com 7 anos eu colocava as bonecas sentadas no quintal, fazia minha lição de casa na lousinha e dava visto vo caderno no colo das bonecas, KKKK!!!! Ah! E com 12 anos eu também colocava uma cartolina do lado de fora do portão de casa escrito "aulas de ballet - grátis - hoje à tarde" e vinham umas 30 crianças desconhecidas na garagem de casa para eu dar aula. E eu dava!
Quando me formei no ballet junto com o 3º colegial (equivalente ao 3º ano do Ensino Médio agora) comecei a dar aulas profissionalmente. Era 1993. Não tinha dinheiro para pagar aluguel ainda, então comecei a dar aulas nos fundos da casa da minha "tia" Soeli (grande amiga da minha mãe). Combinei com ela que 30% do que entrasse seria revertido como aluguel. Feito.
Coloquei (como nos velhos tempos de garagem) uma mesinha na calçada, caderno e lápis na mão, cartolina escrito "aulas de ballet e jazz"  pregada no portão e comecei com 10 crianças (entre elas a querida Profª Thays Roggero, que era uma garotinha falante de franjinha, com seus 4 aninhos e suas amiguinhas serelepes...).
No fim do ano éramos em 27 alunas e 1 professora. A apresentação, nosso 1º espetáculo foi no teatro da EE. Prof. Firmino Ladeira.
No ano seguinte, tinha dinheiro para pagar aluguel. Mas consegui alugar... um açougue!!! Faxina no açougue, reforma no açougue e... tchanan! A 1ª "sede" do "Ballet Danielle Bittencourt" com direito a linha telefônica (a mesma até hoje), logomarca e registro na prefeitura.
Foram 7 anos na Av. Brasil no Mogi Moderno; 5 anos na Cel. Souza Franco em frente à Policlínica da FAEP e agora 6 na nossa Sebastião Domingues. Ufa!!!! Hay que trabajar, hay que trabajar!!!
Além da escola, dancei profissionalmente até meus 23 anos. Consegui aprovação da Lei de Incentivo à Cultura para sustentar minha carreira e foi muito importante (e árduo!). Depois, ao optar por "ter família" (o que raramente "casa" com vida de bailarina) entrei na carreira acadêmica.
Fiz Mestrado em Artes Corporais na UNICAMP, sob orientação do Prof. Dr. Eusébio Lôbo da Silva entre 2000 e 2003 e foi um período de intenso trabalho e estudo. Completei todos os 69 créditos e as 1035 horas de aula, continuei fazendo o bate-volta Mogi-Campinas mesmo com o barrigão de 9 meses da Luiza, fui aprovada em banca de qualificação (leia-se "o parto" da dissertação de mestrado, kkk!!!), mas a vida me levou para outra área do estudo da dança após eu passar por uns problemas de saúde: fui parar na Engenharia Biomédica.
Engenharia Biomédica???? E o que isso tem a ver com a Dança?
Olhando assim, de longe, nada. Mas, com o olhar afiado da técnica do artista, do ajuste do instrumento, tudo!!!!!
Fui estudar todos os mecanismos de controle dos movimentos e da estabilidade do corpo humano. E adorei!
Apesar de ter que passar pela aridez das ciências exatas (sim, engenharia é engenharia de qualquer jeito), consegui visualizar o movimento sob outra ótica e ampliar meu olhar sobre a dança.
Hoje consigo ver os gestos como expressões profundas da psique humana, como a mágica da biomecânica do corpo humano, como encadeamentos antropológicos, como o imaginário e a criação do artista, como a possibilidade de ensinar e de aprender o mundo! Quantas coisas no ato de dançar!
Gostei da experiência de passear das humanas para as exatas e saúde e emendei no Doutorado (em Engenharia Biomédica), na minha segunda faculdade (Pedagogia), e no meu aprofundamento no ensino de Ballet Clássico (University of Surrey - UK: Certificate in Ballet Teaching Studies).
Estudar é bom mas só tem utilidade se a gente tem vocação, no meu caso, para ensinar. Hoje eu dou aulas no nosso ballet e na Universidade de Mogi das Cruzes para os cursos de graduação em Educação Física e Pós-graduação em Arte-Educação.
Apesar de amar muito a minha profissão, nos últimos tempos não tem sido nada fácil lidar com o fato de não poder mais dançar. Parece que junto com a última cirurgia foi arrancado um pedaço de mim. É, depois de 31 anos dançando, apesar dos cuidados nos últimos 15 anos, o físico padece, como em qualquer esporte praticado profissionalmente, as lesões têm mais probabilidade de ocorrência...e ocorreram. Os últimos sete meses tem sido tristes, de adaptação à nova realidade, mas... seguir em frente né? Não dá para deixar "a peteca cair", não depois de taaaaanto esforço e dedicação!
E ainda bem que tenho vocês (meus alunos queridos!) para ensinar e passar minhas experiências adiante! Ainda tem muita lenha para queimar!
E se por um capricho da natureza o meu corpo não puder mais dançar, a minha alma continuará dançando, perpetuada nos gestos de todos os bailarinos que eu puder ensinar.
Um grande beijo e um grand jeté!
Profª Danielle

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A sua sapatilha de ponta nova!

Olá bailarinas e família!

Nesta postagem coloco informações importantes sobre a saúde dos pés das bailarinas que já usam sapatilhas de ponta e também compartilho com vocês dois videos bem interessantes sobre boas formas de costurar e de amaciar ("quebrar a ponta" no jargão do ballet) suas sapatilhas de ponta novas.

Inicialmente é importante compreender a anatomia do pé e do tornozelo, seus pontos de sustentação e apoio:
Temos 26 ossinhos divididos nas regiões do antepé (parte da frente, onde haverá bastante sobrecarga), mediopé (parte central do pé, no arco) e retropé (parte de trás, junto ao calcanhar).

Todos esses ossos são unidos por ligamentos (como se fossem fitinhas que conectam os ossos uns aos outros) e movimentados e/ou sustentados por músculos pequenos e importantes, que realizam movimentos pequeninos e de ajuste da postura e da técnica de dançar sobre as pontas.

A articulação do tornozelo também, é muuuuito importante e é composta pela tíbia e fíbula (ossos da perna) que se articulam com um osso que fica sobre o calcâneo (osso do calcanhar) e que é chamado de talus.



Quando subimos em ponta, devemos nos certificar que apoiamos o peso corpóreo sobre o platô da ponta (pontinha quadradinha que fica na biqueira da ponta), distribuindo-o nos três primeiros dedos e alinhando bem direitinho o centro do tornozelo (região conhecida como sinus do tarso) com o 2º dedo do pé (começamos a contar os dedos do dedão, que é o 1º ao mindinho que é o 5º).

A força para subir na ponta vem da combinação da contração dos músculos da panturilha (gastrocnêmios e sóleo), da estabilização para não tombar para os lados de fora vinda da contração dos fibulares (músculos da lateral da perna e dos tornozelos) e dos músculos da flexão plantar do pé (do ato de fazer ponta de pé, fazendo força na sola do pé).




Não devemos fazer grandes esforços em ponta enquanto temos de 8 a 11 anos, ficando mais tempo fazendo exercícios de barra (para aprender os posicionamentos corretos e ter consciência da postura do corpo e da movimentação do pé co  a sapatilha de ponta) do que de centro para não prejudicarmos nossas cartilagens e ossinhos em crescimento; depois disto, nossos pés já cresceram um bocado (assim como todo o nosso corpo!) e nós ganhamos força e consciência corporal suficiente para dançarmos com a ponta no centro da sala.



O trabalho de pontas deve ser feito em aulas especiais e específicas a este fim pois demanda tempo, paciência e consciência. É dificílimo projetar nosso centro de massa corpóreo em tão pequena base de apoio e atingir o equilíbrio! Exige muuuutio treino! Mas não desista!



Após as aulas devemos tirar as sapatilhas, guardá-las corretamente, massagear nossos pés e alongar os músculos entre os dedos e metatarsos, para evitar deformidades.



Antigamente as professoras de ballet (algumas minhas, por exemplo...) não deixavam as alunas usarem ponteiras, o que era horrível, pois dançávamos com os pés sangrando de tão machucados (um crime à saúde dos bailarinos). Acreditavam (naquele tempo, claro) que esta prática calejaria mais rapidamente o pé da bailarina e a tornaria mais resistente à dor (afe!!!).

Lembro de minhas unhas caírem e de não suportar mais ensaiar de tanta dor (além das manchas de sangue que apareciam do lado de fora da sapatilha). Ai, ai... parecia filme de terror, tipo, "Jogos mortais", "Cisne Negro", eu hein, cruz-credo!!!!! No more pain!


Eu, como boa pesquisadora na área da saúde do bailarino, condeno TOTALMENTE esta prática e sou a favor da consciência corporal como base à uma boa técnica. As bolhas aparecerão mesmo com ponteiras de silicone se o treino for puxado e daí vocês aprenderão a cuidar delas (chinelinhos para ventilar, a dupla água e sabão, secador de cabelos morninho e pó antisséptico nelas!).


Também é importante saber que existem vááááários tipos, modelos e marcas de sapatilhas de pontas para os diferentes tipos de pés. Existem pés largos (que vão melhor com formas C ou D) e estreitos (que ficam melhor em formas A ou B); com colo de pé avantajado (que precisam de gáspea alta) ou com pouco colo de pé (precisam de gáspea mais baixa), mais fortes (palmilha reforçada ou super reforçada), mais fracos (palmilha normal ou pré-amolecida), divisões de tamanho de meio em meio número (a ponta deve calçar como uma luva no pé com a ponteira, não deve ficar apertadíssima senão dói e prende a circulação e não deve ficar folgada, senão é perigoso cair e torcer o pé!!!). Não devemos estragar nosso instrumento de trabalho se quisermos dançar por bastaaante tempo!


 E a força interior vem da disciplina, da persistência e do respeito aprendidos nos longos anos de aprendizado de ballet (e não por meio da quase mutilação dos pés por bolhas de sangue recorrentes e lesões sem fim, credo!!!).

Afinal, a gente não dança para sofrer; a gente dança para ser FELIZ!!!!



Vejam as dicas a seguir e boas aulas de ponta!

Beijos!

Profª Danielle

Video - como costurar suas pontas novas: http://youtu.be/8n9vuHXKgaA

Video - como "quebrar" suas pontas novas: http://youtu.be/pX-PNqJr9z4

Video - como iniciar o trabalho em pontas: http://youtu.be/tDqY1wQMvuU

Video - dançando em pontas (Nina Ananiashvili Don Quixote Kitri Variation): http://youtu.be/6bNaji1ljzQ 

terça-feira, 24 de maio de 2011

O dia do exame de grades chegou!

Quanta emoção! Finalmente passamos por mais uma etapa do nosso crescimento na dança: foram meses de treinamento árduo, muito cansaço, ansiedade, algumas lágrimas e muitos sorrisos!

A examinadora Paola Haro veio do México para avaliar a aprendizagem e a performance de todos os alunos do Ballet Danielle Bittencourt e nos encantou com sua beleza e com seu posicionamento correto e exigente.

Certamente, teremos novas e desafiadoras metas a cumprir depois que as notas chegarem de Londres, afinal é uma prova que exige nível internacional de qualidade no ensino da dança...

Até chegarem os certificados serão 40 dias de expectativa e da feliz sensação de mais uma etapa finalizada.

Parabéns a todos os alunos que com vontade e alegria tanto se dedicaram na preparação para este exame!

Um grande beijo!

Profª Danielle

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Começando a aprender sobre ballets de repertório...

Nossas aluninhas dos cursos de Pre-primary e Primary já conhecem os ballets "O lago dos cisnes" e "Quebra nozes". Adoram assistir aos videos, ouvir as histórias e dançar como os personagens principais!

Nesta semana, as alunas do Grade 1 conheceram o ballet "Coppélia": em uma aula assistiram ao video e aprenderam a história; na outra aula vivenciaram o papel da boneca Coppélia e dançaram utilizando os passos que já conhecem e a movimentação característica de uma boneca.

Vejam só as fotos e video...

Beijos!

Profª Danielle






História do ballet "Coppelia"
Nome: Coppélia.
Coreografia: Arthur de Saint-León.
Música: Léo Delibes.
Libreto: De Nuitter e Saint-León.
Cenário: Cambon, Despléchin e Lavastre.
Estréia: O bailado estreou no Teatro Imperial da Ópera de Paris no dia 25 de maio de 1870.
Principais papéis: Nos principais papéis estavam Giuseppina Bozacchi( Swanilda) então com 15 anos e E. Fiocre (Frantz).

História

Ato I: Praça de uma cidade da Cracóvia. Swanilda está enciumada: seu noivo, Frantz, parece estar apaixonado pela suposta filha de um fabricante de bonecos, o Dr. Coppelius. Coppélia, porém, não passa de uma boneca mecânica que faz o movimento de atirar beijos, no que é respondida por Frantz. Swanilda o surpreende nessa atitude e ameaça romper o noivado. Para provar sua indiferença, dança uma czarda com os amigos. Ela recolhe a chave que o Dr. Coppelius deixara inadvertidamente cair e chama as amigas. Temeroso, o grupo abre a porta e entra na loja do misterioso velhinho.

Ato II: Interior da loja. Coppélia está sentada entre outros bonecos, tendo um livro nas mãos. Ao se aproximarem, Swanilda e as amigas descobrem que ela é uma boneca de corda. Aliviadas colocam todos os bonecos em movimento. Coppelius interrompe furioso e põem todas em fuga; menos Swanilda, que resolve pregar uma peça no velho vestindo-se com as roupas da boneca e assumindo o seu lugar. Entra Fratz , em busca da “filha” de Coppelius. Este aproveita a oportunidade para tentar realizar um sonho: através de passes mágicos transferir a vida de alguém para a sua Coppélia. Ele força Frantz a beber até que fique embriagado. Realiza então uma série de passes cabalísticos, Swanilda entra na brincadeira e finge ganhar vida, deixando o velho enlouquecido com suas danças rápidas e sensuais. Por fim, preocupada com o noivo, resolve acabar com o jogo e revela sua identidade. Coppelius desmaia e a dupla foge.

Ato final: Esse ato é na verdade um brilhante divertimento. Os vilarinhos estão reunidos para celebrar a benção do sino da igreja e o casamento de Fratz e Swanilda. O Dr. Coppelius entra furioso exigindo uma indenização dos prejuízos causados em sua loja. O Burgomestre entrega-lhe uma bolsa e o balé se encerra em clima de alegria e confraternização geral.

( Fonte:
http://www.fec.unicamp.br/~marimeza/Coppelia.html